quinta-feira, 3 de março de 2011

As vezes há dias e dias...

Ás vezes há dias e dias...


Há dias, semanas, meses e anos.
E depois há dias e dias...


E derrepente há aquele dia que é surreal, inacreditável, imprevisível e já mais esquecido.


Choro,


Choro por um futuro imprevisível, desconhecido e angustiante...


Choro porque no fundo do túnel não vejo a tal luz... vejo um labirinto sem saída


Amarrada sem saber o que fazer, para onde ir, o sentimento de impotência e incapacidade mata-me a alma como se de pequenas doses de veneno ingerisse até ao definhar do meu ser.


E apesar de mostrar e de arranjar forças, estas rapidamente afundam-se comigo...
pesam o meu corpo que se afunda lentamente num mar de areias movediças, mas tão lentamente sem ninguém dar por isso.


As vezes há dias e dias...
E hoje foi um desses dias...





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