Ás vezes há dias e dias...
Há dias, semanas, meses e anos.
E depois há dias e dias...
E derrepente há aquele dia que é surreal, inacreditável, imprevisível e já mais esquecido.
Choro,
Choro por um futuro imprevisível, desconhecido e angustiante...
Choro porque no fundo do túnel não vejo a tal luz... vejo um labirinto sem saída
Amarrada sem saber o que fazer, para onde ir, o sentimento de impotência e incapacidade mata-me a alma como se de pequenas doses de veneno ingerisse até ao definhar do meu ser.
E apesar de mostrar e de arranjar forças, estas rapidamente afundam-se comigo...
pesam o meu corpo que se afunda lentamente num mar de areias movediças, mas tão lentamente sem ninguém dar por isso.
As vezes há dias e dias...
E hoje foi um desses dias...
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